A vontade de conhecermos Berlim era grande desde o ano passado, mas não tivemos tempo de visitar a cidade. E quando começamos a planejar nossa viagem esse ano achamos que mais uma vez teríamos que deixar a capital alemã de lado. Mas poucos dias depois Saulo me avisou que ele e Karina estariam indo morar em Berlim. Pronto! Já tínhamos a vontade de ir e agora com amigos lá, perfeito! Vamos nessa!
Apesar de termos apenas 2 dias pra conhecer Berlim (muito pouco pra uma cidade com tantas coisas pra ver e curtir) tentamos aproveitá-los ao máximo. No primeiro dia, mesmo cansados depois de quase 20 horas de viagem do dia anterior, saímos para andar. Passamos pelo centro da cidade, vimos a antena de televisão (Fernsehturm), a Catedral de Berlim, a ilha dos museus, e o Portão de Brandenburgo. Meu amigo Ivan (o mesmo que falou da sauna pra Saulo) tinha dado a dica de irmos ao parlamento, mas o que ele não disse é que tínhamos que ir lá primeiro. E essa é uma dica boa: quem estiver chegando em Berlim pela primeira vez, vá ao Parlamento Alemão (Bundestag) antes de tudo! O Bundestag fica no imponente Palácio do Reichstag – reformado após de arruinado na Segunda Guerra. E é lá que você pode subir até a cúpula de vidro para ter uma vista panorâmica da cidade, e o melhor, pegar um audioguide (de graça e em português “ora pois”) que conta um pouco da história de Berlim. A visão da cidade é muito massa! Subimos toda a cúpula e assistimos ao espetáculo do pôr-do-sol: foi demais! Bem, o que as vezes assusta é a fila que se forma na entrada do parlamento, mas acho que vale a pena, e o tempo de espera nem é tão grande assim.

Imagem do pôr-do-sol, de dentro da cúpula.

Por trás do palácio passava o muro de Berlim, e como em outros lugares da cidade, ainda conservam um pedaço dele ali.

Antes de chegar em Berlim, assumo que não imaginava que iria encontrar uma cidade tão bonita e “leve”: arborizada, ampla, com grandes praças e parques. É verdade que em alguns momentos, senti um certo “peso” no ar, de certo por causa de toda a história da cidade e da Alemanha, algo que não senti em outras cidades do país. Apesar disso, é inegável que eles têm se empenhado em apontar seus próprios erros do passado e seguir em frente, uma grande virtude! A cidade me impressionou de forma positiva, e não é por menos que Karina fala tão bem de Berlim, ela tem razão, sem dúvida é uma cidade muito boa pra se viver. Em poucos lugares você pode ver um luar acompanhado de vistas incríveis. E o Portão de Brandenburgo foi uma das “molduras” para um belo luar na nossa primeira noite.

No primeiro dia em Berlim, além de irmos para o Parlamento, demos uma andada geral pela cidade e vimos coisas curiosas como os vendedores ambulantes de “cachorro-quente” feitos de salsichão alemão (ui!), que pareciam aqueles caras que vendem chiclete e bala naqueles tabuleiros na porta de shows e estádios, só que ao invés do tabuleiro é uma grelha de salsichas, e eles vendem lá, no meio da rua, na Alexander Platz. São muito bons!

Vimos também uma bicicleta com 7 pessoas pedalando ao mesmo tempo.

Reparamos que os sinais de trânsito para pedestres tem uma figura diferente. E descobrimos depois que trata-se do simpático Ampelmännchen (homenzinho do semáforo), utilizado na antiga República Democrática da Alemanha (RDA).

Um outro símbolo da RDA é o Trabant (ou Trabi), carro que era utilizado por eles, e hoje em dia você pode alugar pra dar uma volta. Estilosos, hein!?

No dia seguinte fomos ao Museu Judeu e o que mais impressiona nele, além da quantidade de informação, é sua incrível arquitetura assimétrica. Valeu a pena a visita.

Passamos pelo Checkpoint Charlie, que já haviam nos alertado ser BEM turístico, e é verdade
. Por lá, além da foto na frente do checkpoint, tiramos a clássica foto na linha que demarca onde estava o muro, e lemos um pouco de história no “museu” ao ar livre falando mais sobre o checkpoint. Aliás, vimos muito sobre o muro por Berlim, até porque este ano a cidade está comemorando os 20 anos da sua queda. Tinham nos dito que o melhor lugar para ver um muro mais intacto e preservado era perto da casa de Saulo e Karina, mas não fomos lá de dia, só passamos perto quando fomos até a casa deles a noite, e como estava escuro vimos apenas a estátua do soldado perto do lugar que Saulo explicou muito bem em outro post.

Antes de continuarmos a andar, uma parada para tomar uma Weissbier, na agradável e bela praça Gendarmenmarkt, porque ninguém é de ferro!

Ali perto também entramos para comprar chocolates na secular Fassbender & Rausch. Loja com um cheiro irresistível de chocolate e linda: com seus castelos, ursos e outros “brinquedinhos” feitos de chocolate. Hummmm!

Como tínhamos pouco tempo e muito pra ver, andamos pela famosa avenida Under den Linden, com embaixadas de diversos países, e depois pegamos o ônibus 100, que é um ônibus comum, de linha, mas que passa por alguns dos principais pontos da cidade. Fomos para o lado ocidental da cidade, andando pelo meio do Tiergarten, rodeando a estátua da Vitória, e chegamos até a Igreja Kaiser-Wilhelm-Gedächnis ou melhor o que sobrou dela após bombardeios da Segunda Guerra.

A volta para o centro foi pelo ônibus 200, outra opção “turística” de ônibus, e passamos pelo belo prédio da Filarmônica de Berlim.

O último ponto turístico foi o monumento aos judeus, uma obra semelhante à encontrada no Museu dos Judeus – pilares/blocos não simétricos. Esse monumento, aliás, é alvo de críticas, já que alguns acham que ele deveria ser uma homenagem a todas as vítimas do holocausto, das minorias como gays, prostitutas, ciganos e deficientes físicos, e não apenas aos judeus.

Bom, mas cadê Karina? Apesar de não conseguimos encontrar com Karina no primeiro dia – ela tinha um evento da empresa (chique demais!) – conseguimos vê-la no nosso segundo e último dia!
Foi emocionante o encontro. Enquanto esperávamos Karina no bar (chegamos em ponto como os alemães exigem, hehehe), Keit foi ao banheiro e eu observava tranquilamente o movimento da rua, do lado de fora do bar, sentindo um pouco do frio do início de outono, quando um grito rompeu o silêncio e pessoas ao redor começam a olhar pra trás… era Karina chegando: “Diega!”. Se já foi muito legal pra gente ver uma pessoa conhecida lá na Alemanha, imagino pra ela que estava lá sozinha fazia quase 2 meses: “Que bom falar português ‘da gente’, com nosso sotaque, de novo!”.
Foi massa poder estarmos aí contigo, Karina.

Ficamos os três: Eu, Keit e Karina conversando, falando da vida, do trabalho, de Saulita (que pena que você não tava lá!). E depois decidimos ir pra salsa (Karina, tu tem que colocar um post só sobre esse “movimento” da salsa aí em Berlim!). Nos arrumamos todo, fomos pra casa de Karina e esperamos os portugueses chegarem… e nada… acabou ficando muito tarde e tínhamos um voo cedíssimo no dia seguinte. Tivemos que ir.
Nos despedimos da amiga, que apesar da saudade que dizia sentir, vimos que estava muito feliz. E ficamos com gostinho de quero mais, com a certeza de que Berlim merece ser visitada de novo, quem sabe num futuro próximo. Até porque tem a salsa que Karina ficou devendo!
alô, Diega, só faltou Karina lhe pagar o cuscuz que prometemos aos amigos que nos visitarem
ó, onde você comprou esses óculos tinha para homem? hehehe
Diega, simplesmente adorei seu post. Muito bom! Incr’vel como vc descreveu bem as coisas boas que tem aqui em Berlim. É incrível como tem muita coisa que qeu ainda nao fiz aqui. Essa cúpula mesmo parece ser fantástica mas nunca fomos. E a fila realmente é um empecilho. Quando se mora no lugar vc termina adiando.
Essa loja de chocolates também não sei aonde é. Preciso conhecê-la já!! Beijosss e voltem logo!
Eita, é mesmo! Então vamos ter que voltar pra comer o cuscuz como presente, até porque aquela tua mala tava pesada pra cacete e não ganhamos nada em troca!!!
Saulita, os óculos até tinham pra homem, bateu uma vontade de comprar o de homem, mas a vontade passou rápido. Ainda bem! ui!
kkkkkk…
Rindo horrores com o gosto por óculos de Diega.
Pô, eu adorei o óculos de Diego!! Qual o problema dele? Quase comprei um para mim também!!! rsrsrs
Brincadeirinha… Meu marido ficou lindo com ele, tá?
Pô, que massa. Essa galera ai em Berlim!
Karina e Saulo: Legal ver que vcs tão curtindo pra caramba isso ai! Vcs bem que podiam “filmar” os posts… faria inveja ao Mr. Bean (rachei de rir com o posto do papel-higienico-toalha).
Keit e Diego, se eu tivesse aquele castelo de chocolate teria saido na foto com uma dentada na torre.
E o óculos de Diego tá massa! Lembro que usaram um desses no Master System! rsrs